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RESGATE
O PLANO DA SALVAÇÃO
Pr. Francisco Arcuri
ÍNDICE
Agradecimentos
Dedicatória
Introdução
O que é o evangelho
À imagem de Deus
A queda do homem
A morte como conseqüência do pecado
Abundância da graça
Três tipos de pessoa
Jesus, o mediador
O plano de Deus em execução
A regeneração
O Espírito Santo
Conclusão
Quem é mais forte?
Quem foi Jesus?
Oração
AGRADECIMENTOS
Eu agradeço ao Senhor meu Deus e Pai por conceder-me a
graça e a salvação em Cristo Jesus.
Agradeço também aos instrumentos usados pelo Espírito
Santo como canal de bênçãos, aqueles que me discipularam
e me levaram até às fontes de águas vivas.
DEDICATÓRIA
Dedico este livro àqueles que têm sido fiéis ao “Grande
Chamado”, que têm se preocupado em pastorear e cuidar
das ovelhas, oferecendo o seu tempo, acima de todas as
coisas, ao Pai.
Dedico também aos missionários, obreiros, pastores,
reparadores de brechas e evangelistas que, pagando um
preço, levam e preservam a Palavra pura, viva e eficaz
do nosso Senhor Jesus.
“Pois o próprio Filho do homem não veio para ser
servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por
muitos”. (Marcos 10:45.)
INTRODUÇÃO
Jesus foi o primeiro filho de uma camponesa e cresceu
numa vila pouco conhecida. Trabalhou como carpinteiro
até os trinta anos de idade e durante três anos foi
pregador itinerante do Reino de Deus.
Nunca possuiu um imóvel, não se casou, nem “cursou uma
faculdade”. Não se distanciou por mais de trezentos
quilômetros do lugar onde nasceu e nunca realizou
grandes obras que lhe garantissem destaque na sociedade.
Não tinha outras credenciais a não ser a própria pessoa.
Ainda jovem, viu a opinião pública se voltar contra Ele.
Seus discípulos o abandonaram e Ele foi entregue nas
mãos de seus inimigos. Foi submetido a um julgamento
muito falho, e, no final, cravado em uma cruz, entre
dois ladrões. Enquanto agonizava, seus executores
lançavam sortes, disputando o único bem que possuiu na
terra: uma túnica.
Quando morreu, colocaram seu corpo em um túmulo, cedido
por um amigo, condoído por seu sofrimento.
Vinte séculos se passaram desde então. Se somarmos todos
os exércitos que já marcharam sobre a Terra, todo o
poderio dos navios que já atravessaram os mares, todas
as decisões governamentais mais importantes e todos os
mais famosos reis da história, veremos que nada nem
ninguém conseguiu influenciar a humanidade como esse
homem fez.
É este Jesus Cristo que veio com o propósito de resgatar
o homem das mãos do seqüestrador (diabo).
“Para isto se manifestou o Filho de Deus para desfazer
as obras do diabo”. (I João 3:8b.)
O QUE É O EVANGELHO
Não há uma ordem particular na qual a mensagem
evangelística deva ser apresentada, nem as palavras para
explicar o evangelho estão especificamente prescritas
nas Escrituras, mas há um núcleo essencial de informação
a ser comunicado e, eventualmente, ele deve ser agregado
logicamente à mente do ouvinte.
A missão de Cristo, o Salvador, não faz sentido se
colocada fora do problema do pecado que Ele veio tratar,
e o pecado não faz sentido fora da percepção da
majestade e da santidade do Criador de quem somos
responsabilidade. Deus deseja que todos sejamos santos e
perfeitos.
“Porque escrito está: sede santos, porque eu sou santo”.
(I Pedro 1:16.)
“Porquanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso
Pai celeste”. (Mateus 5:48.)
O padrão que Deus exige de seu povo é seu próprio
caráter perfeito.
A perfeição de Deus inclui o amor da graça benevolente.
“Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste,
porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir
chuvas sobre justos e injustos”. (Mateus 5:45.)
Mesmo que essa perfeição não seja atingida nesta vida,
ela é o objetivo daqueles que se tornaram filhos do Pai.
Como disse o apóstolo Paulo: “Não que eu tenha já
recebido ou tenha já obtido a perfeição, mas prossigo
para conquistar aquilo para o que também fui conquistado
por Cristo Jesus”.
“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas
uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás
ficam e avançando para as que dian-te de mim estão,
prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação
de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3:13-14.)
Este receber que Paulo nos fala é no sentido de obter a
providência de Deus para nossa vida, a capacitação para
mudar nossa natureza terrena e nos agraciar com a Sua
natureza, ou seja, a natureza de Deus, à Sua imagem e
semelhança.
“A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda
decisão”. (Provérbios 16:33.)
“Pois todos pecaram e carecem (necessitam) da glória de
Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça,
mediante a redenção que há em Cristo Jesus”. (Romanos
3:23,24.)
O ser humano foi criado à imagem do Deus glorioso.
“Também disse Deus: façamos o homem à nossa imagem,
conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os
peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais
domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis
que rastejam pela terra. Criou Deus pois, o homem à sua
imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os
criou”. (Gênesis 1:26,27.)
À IMAGEM DE DEUS
As Escrituras ensinam que Deus fez o homem e a mulher à
Sua própria imagem, assim, os seres humanos são
semelhantes a Deus, como nenhuma outra criatura o é.
A dignidade especial dos seres humanos está no fato de,
como homens e mulheres, poderem refletir e reproduzir,
dentro de sua própria condição de cri-aturas, os santos
caminhos de Deus.
O ser humano foi criado com esse propósito e, num
sentido, nós o somos verdadeiramente, na medida em que o
cumprimos.
O que envolve essa imagem de Deus na humanidade não está
especificado em Gênesis, mas o contexto da passagem nos
ajuda a defini-lo.
Gênesis (Livro dos começos) descreve Deus como sendo
pessoal, racional (dotado de inteligência e vontade
própria), criativo, governando o mundo que criou e um
ser moralmente admirável (pois tudo o que criou é bom).
Assim, a imagem de Deus refletirá estas qualidades.
“Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus
criou o homem, à semelhança de Deus o fez.
“Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu
nome Adão, no dia em que foram criados.
“E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à
sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome
de Sete”. (Gênesis 5:1-3.)
O texto é bastante claro: Deus fez o homem do pó da
terra, mas como uma máquina perfeita.
“Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e
lhe soprou nas narinas o fôlego de vida , e o homem
passou a ser alma vivente”. (Gênesis 2:7.)
É constatado cientificamente que o homem foi feito do pó
da terra, ou seja, 16 elementos, oxigênio e água.
Cada ser humano é dotado de um corpo material animado ou
controlado por um eu pessoal imaterial, que as
escrituras chamam de alma.
E o Senhor Deus soprou sobre o homem o fôlego de vida,
ou seja, deu-lhe o livre-arbítrio, demonstrando assim
uma dependência completa e irrestrita. Depois de o ter
formado, de ter feito o corpo, colocou nele a alma, a
sua identidade, e também o espírito, que seria o agente
de comunicação com Deus, o contato com a personalidade
derivada de Deus, a essência da sua criação (imagem e
semelhança).
Resumindo: o homem é uma alma vivente, possui um corpo e
tem um espírito, portanto, é composto de três partes.
Alma vivente – dá ênfase àquilo que é distinto na
personalidade consciente de uma pessoa (vontade,
emoções, fala, sentimentos, livre arbítrio, etc.).
Corpo – caixa torácica, caixa de ossos revestida de
pele, a parte que se comunica com o seu semelhante.
Espírito – o agente comunicador com Deus em qualquer
momento e em qualquer lugar. O espírito carrega consigo
não só os reflexos da personalidade derivada de Deus,
mas também a dependência dEle e a distinção do corpo
como tal. (Este espírito é o do homem e não o Espírito
Santo)
O homem no Éden foi criado à semelhança de Deus e era
completo e perfeito, ou seja, todas as três partes -
alma - corpo - espírito - estavam em funcionamento.
A QUEDA DO HOMEM
O que é o homem sem Deus?
Deus, quando criou o homem, deu-lhe uma ordem para não
comer o fruto de uma determinada árvore. Poderia comer
qualquer outra, menos aquela. Mas Adão desobedeceu e foi
colocado para fora do paraíso. Depois disso viveu ainda
900 anos.
No paraíso Adão tinha contato com Deus, andava com Deus.
Deus tinha prazer em descer e conversar com ele.
Com o pecado da desobediência, também conhecido como
pecado original, o homem continuou a ter o seu corpo
(caixa torácica) carregando a sua alma, o seu
livre-arbítrio, mas não tendo o seu espírito em
funcionamento para com Deus. Ele morrera
espiritualmente.
Deus não tem relação com o pecado, então, com a queda, o
homem passou a ter a imagem e semelhança de Deus
desfigurada em si mesmo, passou a gerar filhos também
desfigurados, não à semelhança de Deus e sim à do homem.
Com isso, o homem passa a ter um corpo funcionando, uma
alma definindo, decidindo, mas com o fator de
comunicação desativado pela desobediência.
A queda deformou a imagem de Deus não só em Adão e Eva,
mas em toda a raça humana.
Estruturalmente, conservamos essa imagem no sentido de
permanecermos seres humanos, mas não funcionalmente, por
sermos agora escravos do peca-do, incapazes de usar
nossos poderes para espelhar a santidade de Deus.
Com a queda, ou seja, entrando o pecado da desobediência
em Adão, o casal que iniciaria a existência da raça
humana, a semente para a humanidade vir a existir, não
está habilitado para falar com Deus.
Não há um justo sequer. Todas as pessoas, no seu estado
natural, são pecadoras.
Disso resulta que todos são culpados e estão sob a
condenação divina.
“Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de
forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos,
tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado”.
“Não há justo, nem um sequer, pois todos pecaram e
carecem da glória de Deus”. (Romanos 3:9,23.)
O texto diz que todos, seja gentio ou judeu, qualquer
um, sem exceção, são escravos do pecado, têm a sua
natureza pecaminosa.
O homem sem Deus é aquele que está no pecado original,
ou seja, não tem Jesus como Senhor e Salvador. Está no
pecado de Adão desde a criação.
A solução de Deus para essa situação trágica é oferecer
perdão, ajuda, graça, justiça e salvação a todos,
mediante a redenção, o resgate do homem do império das
trevas para o Reino do Filho do Seu amor (Jesus).
Portanto, somente em Cristo Jesus há salvação.
É comum a pessoa dizer: “Eu sou bom, não mato, não
roubo, eu não fumo, não tenho vício nenhum, nem me
prostituo, portanto, quando morrer, não vou para o
inferno”.
O homem se acha bom, porque pensa não estar
desobedecendo a nenhum dos mandamentos da lei de Deus.
Mas, se dissermos que não temos pecados, enganamos a nós
mesmos, chamamos Deus de mentiroso e mostramos que não
temos nenhum conhecimento da Sua Palavra.
Mesmo nós que temos Jesus como nosso intercessor, como
nosso Senhor e Salvador, cometemos pecados, mas temos
uma esperança. Basta nos arrependermos e confessarmos os
nossos pecados para que eles sejam apagados pelo sangue
do Cordeiro.
O ímpio não tem esse privilégio.
A Palavra de Deus diz em Romanos 3:23:
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus”.
Precisar da glória de Deus é precisar da misericórdia
dEle para ser salvo.
Até a própria Maria, mãe de Jesus, homem, reconheceu a
sua necessidade de salvação. Como pecadora, necessitava
de Cristo como “Salvador”.
“Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e
o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”. (Lucas
1:46,47.)
A idéia de que Maria foi concebida imaculada e que viveu
sem pecado não se encontra nas Escrituras.
Tendo o homem a necessidade de tentar superar a ausência
de Deus, sem poder se comunicar com o seu Criador pelo
meio legal, Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, começa a
buscar em ídolos, religiões, homens, crenças, seitas,
auto ajuda e filosofias. Recorre a outros deuses que não
podem dar vida a si mesmos, totalmente imóveis, que não
poderiam ajudá-lo.
Não podem ajudar nem a si mesmos, como ajudariam o
homem?
Deus criou o homem do barro e o homem faz deuses de
barro.
Nem grande quantidade de esforços, nem plano de melhoria
podem restaurar a inocência perante Deus.
Uma vez que os seres humanos são incapazes de se salvar,
como alguém poderá ser salvo?
Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, ao mundo para viver
a vida perfeita, sem pecado. Como homem, Ele pôde
identificar-se conosco e tornar-se nosso substituto.
Cristo morreu na cruz para sofrer a punição de Deus
contra o peca-do.
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e
pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos
os homens por isso que todos pecaram”. (Romanos 5:12)
Jesus veio nos resgatar, nos dar vida e vida em
abundância, ativar o nosso espírito que estava morto e
sem comunicação com Deus.
Jesus veio e morreu na cruz com este propósito.
A partir daí, o homem passa a ser completo e o vazio é
preenchido. Ele encontra um significado para a sua
existência, reconhecendo a sua verdadeira função como
adorador aqui na terra. O homem fala com o Pai através
de Je-sus.
A MORTE COMO CONSEQUÊNCIA DO PECADO
O pecado entrou no mundo e trouxe consigo a morte que se
espalhou por toda a raça humana.
Reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre
aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de
Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.
Foi dada a lei para o povo, mas nenhum homem conseguiu
cumpri-la.
A lei é como uma corrente de dez elos. Se você estiver
pendurado nessa corrente e algum dos elos se arrebentar,
você desce.
Se não seguir todos os mandamentos da lei de Deus, não
tem como ser salvo.
Precisou Jesus vir, encarnar e cumprir toda a lei, para
poder nos resgatar.
Morte significa separação e não extinção.
Existem dois tipos de morte. A morte física e a morte
espiritual.
Quando o homem morre fisicamente, o corpo volta para o
pó, de onde veio, o espírito volta para Deus que foi
quem o deu e a alma adormece até o dia do juízo.
A alma pode ser comparada com a caixa preta do avião. É
como uma fita gravada contendo toda a nossa vida e será
passada perante Deus no dia do julgamento.
É a alma que vai responder por você no dia do juízo
final.
É essa alma que o diabo quer levar para o inferno.
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom
gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso
Senhor”. (Romanos 6:23.)
O salário do pecado, da desobediência é a morte.
Prolongada além da morte do corpo, a morte espiritual é
o estado do homem natural, ou não regenerado, ainda nos
seus pecados, alienado da vida de Deus e destituído do
Espírito.
É chamada de “a segunda morte”.
A morte espiritual veio por meio de Adão e vem pelos
delitos e pecados.
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no
mundo e, pelo pecado a morte, assim também a morte
passou a todos os homens porque todos pecaram”. (Romanos
5:12.)
“E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas
transgressões, e pela incircuncisão da vossa carne, vos
deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos
delitos”. (Colossenses 2:13.)
O estado natural de todos os seres humanos é uma espécie
de morte espiritual.
Primeiro: essa condição espiritual é universal (tanto
para os gentios como para os judeus). Todos são, por
natureza, filhos da ira.
Segundo: estão em rebelião contra Deus. Outrora
andávamos conforme as tradições, conceitos, preceitos e
religiões.
Terceiro: estão sujeitos ao domínio do maligno Satanás,
chamado príncipe da potestade do ar, aquele que
influencia a tudo e a todos contra o que é de Jesus.
“Assim também nós, quando éramos menores, estávamos
servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo”. (Gálatas
4:3.)
“Ele nos libertou do império das trevas e nos
transportou para o reino do Filho do seu amor”. (Colossenses
1:13.)
Quarto: são totalmente incapazes de abandonar a rebelião
contra Deus.
Quinto: estão expostos à justa ira de Deus.
De qualquer forma, não é a doença, mas a morte que nos
diz respeito. Esta é a razão porque dependemos
completamente daquele que nos pode dar nova vida.
O príncipe deste mundo, Satanás, desde a queda de Adão,
domina o mundo de homens e espíritos em rebelião contra
Deus.
ABUNDÂNCIA DA GRAÇA
Todavia, se pela ofensa de um só, morreram muitos, muito
mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem,
Jesus Cristo, foi abundante sobre muitos.
O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um
pecou, porque o julgamento derivou de uma só ofensa,
para a condenação, mas a graça transcorre de muitas
ofensas para a justificação.
“Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a
morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e
dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a
saber Jesus Cristo.
“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre
todos os homens para condenação, assim também por um só
ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a
justificação que dá vida.
“Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos
se tornaram pecadores, assim também por meio da
obediência de um só, muitos se tornaram justos.
“Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde
abundou o pecado, superabundou a graça;
“A fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim
também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna,
mediante Jesus Cristo nosso Senhor”. (Romanos 5:17-21.)
“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por
nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.
(II Coríntios 5:21.)
Deus, como juiz, atribuiu a Cristo a responsabilidade
pelos nossos pecados.
Da mesma forma que todos pecamos (em Adão) assim também
Jesus morreu por todos nós.
Ele foi rejeitado e desprezado por todos, sofreu dores e
sofrimentos sem fim. Tudo isto por causa dos nossos
pecados, por causa das nossas maldades. Somos sarados em
conseqüência de seus sofrimentos.
“Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens,
homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como
um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado,
e não fizemos dele caso algum.
“Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens,
homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como
um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado,
e não fizemos dele caso algum.
“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas
enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o
reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões,
e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que
nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras
fomos sarados.
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um
se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair
sobre ele a iniqüidade de nós todos”. (Isaías 53:3-6.)
Tendo cumprido Sua missão, Ele venceu o pecado e a morte
na Sua ressurreição e assentou-se à direita do Pai, onde
agora governa com toda a autoridade e poder.
Deus exige que todos respondam ao evangelho como uma
confissão do pecado e suas conseqüências, acompanhado
pelo legítimo arrependimento.
“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e
pecados,
“Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste
mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do
espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
“Entre os quais todos nós também antes andávamos nos
desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos
pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como
os outros também.
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu
muito amor com que nos amou,
“Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos
vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois
salvos),
“E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar
nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
“Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes
riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco
em Cristo Jesus.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto
não vem de vós, é dom de Deus.
“Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para
as boas obras, as quais Deus preparou para que
andássemos nelas”. (Efésios 2:1-10.)
Séculos vindouros – é na eternidade depois da segunda
vinda.
Mediante a fé – meio, caminho ou canal. Não é uma
“obra”, mas um dom. Se respiramos é porque a vida foi
respirada dentro de nós.
Boas obras – só são possíveis depois de sermos criados
de novo pelo Espírito de Cristo.
Ele nos deu vida.
Deus ama o seu povo por vontade própria.
Paulo rejeita qualquer idéia de mérito, esforço ou
capacidade por parte daqueles que chegam à vida. A
condição de pecadores é irremediável senão por Cristo.
O homem não morre duas ou três vezes e volta para se
purificar como muitas pessoas pregam. Não há
reencarnação. Não existe esta palavra na Bíblia. Existe
encarnação. Jesus encarnou uma vez e não virá de novo
para reencarnar. Ninguém reencarna. Ao homem foi dado o
direito de morrer uma única vez.
Em Hebreus 9:27, está escrito:
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez,
vindo depois disso o juízo”.
Deus oferece livre graça (salvação ou favor imerecido)
aos perdidos (filhos da ira). Nada mais é que o Seu
grande amor e Sua bondade tão infinita.
TRÊS TIPOS DE PESSOA
Existem três tipos de pessoa.
Primeiro: criatura.
Criatura é todo aquele que é criado por Deus.
Antes de termos Jesus como nosso Senhor e Salvador, Deus
é apenas nosso criador.
Muitas pessoas dizem que são filhos de Deus, mas, na
verdade, são criaturas.
Criatura inclui toda a humanidade.
Jesus disse em Marcos 16:15-16:
“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda
criatura.
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer
será condenado”.
Segundo: filhos do diabo
Jesus disse aos fariseus que eles não criam naquilo que
Ele falava, porque não eram dos seus.
Eles disseram que eram filhos de Abraão e Jesus disse:
“Se fôsseis filhos de Abraão, entenderiam o que eu falo.
Vós fazeis a obra de vosso pai”.
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os
desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o
princípio, e não se firmou na verdade, porque não há
verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que
lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”.
(João 8:44.)
Eram religiosos, sabiam a lei, seguiam uma seita muito
rígida, mas faltava alguma coisa para serem chamados de
filhos de Deus. Eles estavam sendo chamados filhos do
diabo.
O diabo foi homicida desde o princípio. Nele não há
verdade. É mentiroso e pai da mentira.
Ele enganou Adão e continua enganando a humanidade até
hoje. Temos de ter muito cuidado com as suas ciladas.
Ele não muda a Palavra de Deus, mas torce-a. Ele faz uma
interrogação e a pessoa cai como Eva caiu. Temos de
estar firmes, dizer a Palavra como realmente está
escrita, porque se saímos fora dela, estamos
acrescentando ou diminuindo alguma coisa e o diabo pode
nos pegar.
“Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois:
Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai,
que é Deus.
“Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai,
certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus;
não vim de mim mesmo, mas ele me enviou”. (João
8:41-42.)
Terceiro: filhos de Deus.
“E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si
mesmo, como também ele é puro”. (I João 3:3.)
Para sermos filhos de Deus temos de ter aceitado Jesus
como Senhor e Salvador. Ele nos fez reis e sacerdotes.
O religioso acha que está cumprindo a vontade de Deus,
fazendo obras de caridade, mas nós lemos na Palavra de
Deus que as obras não levam à salva-ção.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto
não vem de vós, é dom de Deus.
“Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.
(Efésios 2:8-9.)
A salvação vem pelo aceitar o que Jesus fez na cruz do
calvário.
Muitos ignoram isso e a nossa função é levá-los a
conhecer a verdade.
Quando Deus nos faz filhos, quer uma retribuição:
levarmos essa vida que Ele nos deu a outras pessoas que
não as têm.
Crer no nome de Jesus é reconhecê-lo como Senhor e
Salvador, como dono da nossa vida. Ele é quem comanda, é
quem faz, é quem diz e nós obedecemos. Somos servos. Ele
é o Deus altíssimo.
Temos de pregar a Palavra, dar fruto. Se Jesus procurar
fruto em nossa vida e não achar, Ele corta. Temos de
levar as pessoas a conhecer Jesus. Se não falarmos de
Jesus para alguém que está ao nosso lado no dia-a-dia,
Jesus vai requerer de nós.
O crente verdadeiro não tem como esconder a luz.
A luz tem de iluminar a vida das pessoas.
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma
cidade edificada sobre um monte;
“Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do
alqueire, mas no vela-dor, e dá luz a todos que estão na
casa.
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para
que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso
Pai, que está nos céus”. (Mateus 5:14-16.)
O Espírito Santo testifica com nosso espírito que somos
filhos de Deus.
O que não pratica justiça não é filho de Deus, nem ama o
seu irmão. Existem muitos lobos em pele de cordeiro.
“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que
fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não
nos conhece; porque não o conhece a ele”. (I João 3:1.)
O Criador foi rejeitado pela sua criação.
Nós também somos rejeitados pelo mundo.
O crente verdadeiro está sendo perseguido sempre. O
mundo nos rejeita e, sem saber, nos faz bem, pois está
evidenciando nossa luz.
É fácil reconhecer aquele que aceitou Jesus como Senhor
e Salvador.
A Palavra de Deus é completa e não deixa dúvidas em
nosso coração.
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;
“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da
carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. (João
1:12-13.)
JESUS, O MEDIADOR
“Ainda não lestes esta Escritura: A pedra, que os
edificadores rejeitaram, esta foi posta por cabeça de
esquina”. (Marcos 12:10.)
Pedra angular é aquela que une duas paredes.
Jesus une os judeus e os gentios.
Quando os judeus rejeitaram Jesus, já estava previsto,
portanto Deus deu esta oportunidade para nós, gentios,
que aceitamos o Seu sacrifício.
Os construtores são os próprios religiosos, sacerdotes
da época, que colocavam encargos sobre outras pessoas.
E não há outro santo ou deus que possa nos levar a Deus.
Só Jesus. Ele é o nosso intercessor. Nem Maria que gerou
Jesus, homem, tem poder. E em nenhum outro há salvação.
“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do
céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo
qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12.)
Como Deus, Jesus segura lá em cima e como homem segura
aqui em baixo. Ele é que nos defende perante o Pai. Não
há outro.
É só abrir o coração para entender e aceitá-lo e Jesus
nos tira (resgata) das trevas e nos leva para a Sua luz.
Ninguém consegue chegar ao Pai se não for por Jesus.
“Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo
não o conheceu”. (João 1:10.)
A rejeição começou pelo próprio mundo, que estava no
maligno.
“Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão
grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo
Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram”.
(Hebreus 2:3.)
Jesus afirmou aos discípulos:
“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida...”. (João
14:6.)
• O caminho – para a salvação, para a redenção.
• A verdade – não existe em religião, em seita e em
lugar algum. Fora de Jesus existem as meias-verdades, os
sofismas e os enganos que não preenchem, não satisfazem
o vazio do homem.
• A vida – temos uma vida física e uma espiritual para
ser transformada, para transbordar, para nos dar
esperança, paz e segurança.
Jesus disse:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou
como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se
atemorize”. (João 14:27.)
É uma paz que excede a todo o entendimento, portanto,
nós precisamos de Jesus, que é o Príncipe da Paz, o
Médico dos médicos, o Senhor dos senhores e Rei dos
reis.
Jesus é a ponte que liga o homem a Deus, tendo Ele duas
naturezas: a divina e a humana.
Como Filho de Deus, Jesus não tem mãe, porque não foi
uma mulher que o gerou, pois é Criador, e como Filho do
homem, teve mãe, mas não foi fecundado por um homem. O
Espírito Santo o gerou.
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando
Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se
ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo”.
(Mateus 1:18.)
“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e
os homens, Cristo Jesus, homem”. (I Timóteo 2:5.)
Mediador é aquele que aproxima as partes que estão sem
comunicação e que podem estar alienadas, separadas ou em
guerra uma contra a outra. O Mediador deve tratar com
ambos os lados, identificando-se com eles, defendendo os
interesses dos dois e representando cada uma das partes
com base na boa vontade.
Moisés foi o mediador entre Deus e Israel, falando a
Israel da parte de Deus, quando Deus outorgou a Lei, e
falando a Deus da parte de Israel, quando Israel pecou.
Todos os membros de nossa raça rebelde e decaída estão,
por natureza, em “inimizade contra Deus”, estando, por
isso, sujeitos à Sua ira, à rejeição punitiva. Ele é o
Justo Juiz.
A reconciliação das partes alienadas é necessária, no
entanto, só pode ocorrer se a ira de Deus for aplacada e
o coração humano, que se opõe a Deus e instiga a vida
contra Ele, for mudado. Por misericórdia, Deus enviou
Seu Filho ao mundo para propiciar a necessária
reconciliação.
Não foi o Filho bondoso agindo para aplacar o Pai
severo, mas a iniciativa foi do próprio Pai.
De um modo maravilhoso e divino, mesmo quando nos
odiava, nos amou.
Em todo o seu ministério mediador, o Filho estava
fazendo a vontade do Pai.
Os que receberam a reconciliação pela fé em Cristo estão
justificados e têm paz com Deus. A presente obra do
Mediador, a qual Ele continua realizando por meio de
mensageiros humanos, é persuadir aqueles por quem
realizou a reconciliação aos que, de fato, a recebem.
“E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a
mim mesmo”. (João 12:32.)
“E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo
mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da
reconciliação;
“Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o
mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós
a palavra da reconciliação”. (II Coríntios 5:18-19.)
Jesus, quando veio ao mundo e se fez carne para ser o
sacrifício que Deus escolheu, não estava sozinho. Em Seu
ministério aqui na terra Ele estava sendo assistido.
Estava reconciliando consigo o mundo.
Deus não imputou aos homens as suas transgressões,
inclusive aquela feita na cruz do calvário, crucificando
o Seu Filho, porque queria reconciliar o mundo consigo.
Nós somos portadores de boas novas. Foi para isto que
Deus nos deu Seu Filho, para que morresse por nós e nós
pregássemos àqueles que não o conhecem e pudéssemos
trazê-los para a luz, resgatando-os.
Este é o plano de Deus.
O PLANO DE DEUS EM EXECUÇÃO
O homem pode ser salvo, porque o amor de Deus é muito
grande.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu
Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16.)
Deus nos deu o que tinha de melhor, de mais precioso,
para que fosse sacrificado naquela cruz e tivéssemos
vida eterna.
O sacrifício foi feito de uma vez por todas. Mas somente
aqueles que aceitam é que são salvos. É um cheque em
branco e assinado. Basta preencher. Mesmo assim, muitos
não o querem.
Jesus não veio para julgar o mundo, mas para que o mundo
fosse salvo por Ele. Ele veio trazer salvação.
“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que
condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por
ele”. (João 3:17.)
Não há julgamento para o crente, porque morremos com
Cristo e não há como cobrar uma dívida de quem já
morreu. Jesus cravou na cruz a cédula que nos condenava.
Depois que aceitamos Jesus, temos o privilégio de
reconhecermos que erramos e sermos perdoados, remidos e
lavados pelo sangue de Jesus.
Quem não creu no nome do Filho de Deus será condenado.
“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e
pecados,
“Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste
mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do
espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
“Entre os quais todos nós também antes andávamos nos
desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos
pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como
os outros também.
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu
muito amor com que nos amou,
“Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos
vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois
salvos),
“E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar
nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
“Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes
riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco
em Cristo Jesus.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto
não vem de vós, é dom de Deus.
“Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.
(Efésios 2:1-9.)
Quem honra o Pai passou da morte para a vida, já morreu
em Cristo.
Só honramos a Deus se aceitarmos o Seu Filho.
Ele nos vê como filhos pelo sacrifício de Jesus.
“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós,
quem será contra nós?
“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes
o entregou por todos nós, como nos não dará também com
ele todas as coisas?
“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É
Deus quem os justifica.
“Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes
quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita
de Deus, e também intercede por nós.
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a
angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o
perigo, ou a espada?
“Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à
morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o
matadouro.
“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores,
por aquele que nos amou.
“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem
os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o
presente, nem o porvir,
“Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra
criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em
Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 8:31-39.)
A REGENERAÇÃO
A regeneração é a solução de Deus para o homem pecador.
Quando Deus, no princípio, criou o céu e a terra, antes
de criar o homem, Ele já tinha um plano completo.
Deus é magnífico e quando faz um plano, o faz de uma vez
por todas.
Ele sabia que Lúcifer iria cair, que Adão iria
desobedecer e pecar e sabia que o povo iria crucificar
Jesus. Até o juízo final Ele já tinha em seus planos e
não os muda de acordo com a conseqüência.
Na eternidade, onde está, Ele vê tudo, do início ao fim.
Ele é o Alfa e o Ômega.
Dizer que precisou mudar o plano porque Adão caiu, ou
porque Davi pecou com Bete Seba, é engano. Cada passo
desse plano já estava previsto, inclusive a subida da
igreja, a primeira ressurreição, o juízo final e a nova
terra. Isto foi feito no princípio, antes da criação do
mundo.
O plano de Deus é perfeito e não muda. Ele é onipotente,
onisciente e onipresente, portanto, sabe de tudo.
Desde o início, Deus já preparara o sacrifício que iria
apresentar para o resgate do homem. No princípio era o
Verbo.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e
o Verbo era Deus.
“Ele estava no princípio com Deus.
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do
que foi feito se fez”. (João 1:1-3)
No português, o verbo é o termo essencial da oração. Não
se consegue escrever uma frase sem o verbo. Assim é
Jesus, o principal em nossa vida. Sem Jesus não somos
nada.
Dizemos então que no princípio era Jesus e Jesus estava
com Deus, Jesus era Deus e sem Jesus nada do que foi
feito teria sido feito.
Jesus é a Palavra de Deus, é o pão da vida. Ele disse
que aquele que não comesse da sua carne, não teria parte
com ele.
“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer
deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a
minha carne, que eu darei pela vida do mundo”. (João
6:51.)
Comer da carne e beber do sangue é comer a Palavra, é
abastecer, é alimentar o espírito.
“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida
eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
“Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu
sangue verdadeiramente é bebida.
“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece
em mim e eu nele”. (João 6:54-56.)
Jesus foi o sacrifício que Deus escolheu para tirar o
homem do império das trevas e trazer para o reino da
luz, para resgatar a humanidade, tirá-la das mãos de
Satanás.
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a
sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de
graça e de verdade”. (João 1:14.)
Deus deu Jesus que era o que de melhor Ele possuía, para
morrer por aqueles que eram pecadores.
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo
morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. (Romanos
5:8.)
Deus não precisa nos provar nada. Nós é que temos de
provar para Deus. Nós é que desobedecemos, que caímos.
Mesmo assim, Ele nos deu o seu bem mais precioso, para
provar o Seu amor para conosco.
A Palavra de Deus nos diz que somos a menina dos Seus
olhos, mas muitas vezes nós não damos crédito a isto.
Conhecemos a Palavra, mas não a praticamos, não buscamos
crescer nela, achamos que sabemos demais e ficamos
parados no tempo e no espaço. E nós vamos morrer sem
conhecer o mistério de Deus.
A regeneração começa em nossa vida o processo de
restauração da imagem moral de Deus, porém, enquanto não
formos inteiramente santificados e glorificados, não
poderemos refleti-la de modo perfeito em nossos
pensamentos e ações.
“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem
os maus de sígnios, a prostituição, os furtos, os
homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o
dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a
loucura: Ora, todos estes males vêm de dentro e
contaminam o homem”. (Marcos 7:21-23.)
Deus não distingue entre pecados cometidos na mente e os
consumados por ação.
Maus desígnios são pensamentos maus, donde procedem
todos os males e pecados.
Prostituição é o pecado sexual em geral.
Furto é o mesmo que tomar para si o que não lhe
pertence.
Homicídio é a ação de matar um ser humano, é um
assassinato.
Adultério é a infidelidade conjugal, traição.
Avareza é o ato de desejo de posse ilícita e exagerada,
inclusive no que se diz respeito à área sexual.
Malícia é um termo geral para se referir a atos de
maldade.
Dolo é o uso de engano ou sutileza, em palavras ou atos,
com a finalidade de fazer o mal.
Lascívia é o mesmo que dissolução, é a tendência à
luxúria, à sensualidade.
Inveja ou “olho mau” é o sentimento de cobiça à vista da
felicidade, da superioridade de outra pessoa.
Blasfêmia é uma afronta contra a majestade de Deus.
Soberba é o mesmo que arrogância, orgulho, vaidade,
presunção.
Loucura é o homem que não tem consciência do que seja
responsabilidade ética ou religiosa.
A regeneração é o ato realizado só por Deus, no qual Ele
renova o coração humano, fazendo-o reviver depois de
estar morto.
A regeneração é necessária porque todos os descendentes
de Adão e Eva herdaram o pecado deles e são moralmente
incapazes de fazer o que é bom.
A linguagem “novo nascimento” ou “nascer de novo” dá o
perfil da regeneração.
Jesus diz que, a menos que se nasça de novo, não se pode
ver o reino do céu.
Sem a graça de Deus, os pecadores não podem encontrar a
porta, muito menos, entrar por ela.
Jesus disse:
“... Sem mim nada podeis fazer”. (João 15:5.)
E, em se tratando da salvação, sem Jesus nada é
possível.
Nicodemos ficou perplexo com a exigência de um novo
nascimento. Ele devia ter compreendido, com base no
Antigo Testamento, que era pecador e necessitava de uma
nova vida. Os profetas disseram que Deus haveria de
remover os corações de carne e substitui los por
corações prontos para fazer a vontade dEle. Deus
ressuscitaria os mortos, daria vista aos cegos e
pregaria as boas novas àqueles que não podiam salvar-se
a si mesmos.
Por mais dotado ou refinado que seja, o homem natural é
absolutamente ce-go à verdade espiritual e impotente
para entrar no Reino, pois não pode obedecer, nem
entender, nem agradar a Deus sem Jesus.
“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha
mãe”. (Salmo 51:5.)
“Enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e
desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias
17:9.)
O novo nascimento não é uma reforma da velha natureza,
mas um ato criativo do Espírito Santo.
“Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho
homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não
sirvamos o pecado como escravos”. (Romanos 6:6.)
A expressão “velho homem” significa tudo aquilo que
estava em Adão, tanto moral como judicialmente, isto é,
o homem antigo, a natureza corrupta e humana, a
tendência inata para o mal de todos os homens. É o
próprio homem natural e os seus caminhos. No
reconhecimento de Deus, “o velho homem” foi crucificado
e o crente é exortado a torná-lo válido na experiência,
reconhecendo que está assim “despojando-se
definitivamente do velho homem” e “reves-tindo-se” do
novo.
“E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em
justiça e retidão procedentes da verdade”. (a Palavra de
Deus) (Efésios 4:24.)
O “novo homem” é o homem regenerado que se distingue do
velho homem. É um novo homem que se tornou participante
da natureza e vida divinas.
De maneira nenhuma, o velho homem é reformado ou
melhorado.
O novo homem é Cristo “formado” no cristão.
O corpo do pecado significa a “carne”, a natureza não
regenerada da velha solidariedade com Adão.
A condição do novo nascimento é fé em Cristo
crucificado.
“E do modo por que Moisés levantou a serpente no
deserto, assim importa que o Filho do homem seja
levantado. Para que todo o que nele crê tenha a vida
eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu
o seu Filho unigênito , para que todo o que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o
seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas
para que o mundo fosse salvo por ele”. (João 3:14-17.)
Crer indica mais do que simples consentimento
intelectual para com um fato. A palavra (no grego pistis,
substantivo; pisteuõ, verbo) significa adesão a,
compromisso com, confiança em uma pessoa ou em um
objeto, e isto envolve não apenas o consentimento da
mente, mas um ato do coração e da vontade da pessoa.
“Todo aquele que nEle crê” é o equivalente a “todo
aquele que confia ou se entrega a Ele (Cristo)”.
A crença, então, é sinônimo de fé, que consiste em crer
e aceitar que Deus se revelou.
Através do novo nascimento o crente se torna um membro
da família de Deus e participante da natureza divina, da
vida do próprio Cristo.
“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim;
e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no
Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por
mim”. (Gálatas 2:20.)
“Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui
grandes promessas para que por elas vos torneis
co-participantes da natureza divina, livrando-os da
corrupção das paixões que há no mundo”. (II Pedro 1:4.)
A regeneração é o dom da graça de Deus, é a obra
imediata, sobrenatural do Espírito Santo, realizada em
nós. Seu efeito é fazer com que nós, da morte
espiritual, passemos à vida espiritual, é mudar a
disposição de nossa alma, inclinando nosso coração para
Deus.
O fruto da regeneração é a fé.
Somos responsáveis por saber se somos espiritualmente
renascidos, não apenas por conhecermos a ocasião e o
lugar em que nascemos de novo, mas pela transformação de
vida.
Quando alguém confia em Cristo como Salvador, Deus
perdoa e aceita essa pessoa como coberta completamente
pela justiça do Cristo. O crente torna-se um filho de
Deus e lhe é assegurada a vida eterna com Ele.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu
filho unigênito (único), para que todo que nEle crê não
pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16.)
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira...
Alguns insistem na idéia de que Deus enviou Jesus com o
propósito de conceder salvação a todos, sem exceção, mas
Jesus deixa bem claro que a Salvação é para aqueles os
quais “o Pai me dá”. Não é uma mera possibilidade, mas
certeza absoluta, é “o que vem a mim”.
“Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim; e o que
vem a mim, de modo nenhum lançarei fora. Porque eu desci
do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a
vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me
enviou é esta: que nenhum se perca de todos os que me
deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.
De fato, a vontade de meu pai é que todo homem que vir o
filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o
ressuscitarei no último dia”. (João 6:37-40.)
Deus conduz à fé todos aqueles que escolhe redimir.
A redenção do eleito é certa. O filho promete aceitar
qualquer um que crê verdadeiramente.
A vontade do Pai não é apenas a oferta realizada pelo
próprio Jesus em beneficio dos pecadores perdidos. Ele,
finalmente, ressuscitará a todos os que o Pai lhe deu e
não deixará nenhum deles se perder. Deus, graciosamente
os faz perseverar como verdadeiros crentes, assegurando
sua salvação final.
“Eu sou o bom pastor conheço as minhas ovelhas, e elas
me conhecem a mim. Assim como O Pai me conhece a mim, e
eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.
Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me
convém conduzi-las, elas ouvirão a minha voz; então,
haverá um rebanho e um pastor. Por isso, o Pai me ama,
porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a
tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou.
Tenho autoridade para a entregar e também para
reavê-la”. (João 10:14-18.)
“de modo nenhum o lançarei”.
“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos filhos de Deus a saber aos que crêem no seu
nome.
“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da
carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.
“Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés, a graça
e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”. (João
1:12,13,17.)
A graça e a verdade de fato existiram nos dias de
Moisés, mas foram plenamente reveladas com a vinda de
Cristo.
A união com Cristo resume a nossa experiência de
redenção de resgate.
Os crentes, os que crêem em Jesus como o Messias, como o
Filho do Deus vivo, aquele que foi mandado pelo Pai para
nos resgatar e nos perdoar, reatando-nos, religando ao
Pai, foram eleitos e justificados.
Eleitos:
“Assim como nos escolheu nele, antes da fundação do
mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele,
e em amor. Nele digo, no qual fomos também feitos
herança, predestinados, segundo o propósito daquele que
faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”.
(Efésios 1:4,5.)
Justificados:
“Agora, pois, já nenhuma condenação há pra os que estão
em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas
segundo o Espírito”. (Romanos 8:1.)
Paulo acaba de demonstrar que a vida, sem a graça de
Cristo, é derrota, miséria e escravidão do pecado,
portanto, a vida espiritual, a liberdade da conde-nação,
a vitória sobre o pecado e a comunhão com Deus nos vêm
pela união com Cristo, mediante o Espírito Santo que em
nós habita.
O ESPÍRITO SANTO
Ao recebermos o Espírito Santo e sermos por Ele
dirigidos, somos libertos do poder do pecado e
prosseguimos adiante. Essa é a vida cristã normal,
segundo a plena provisão do evangelho.
“É, assim, se alguém está em Cristo é nova criatura; as
coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”.
(II Coríntios 5:17.)
“Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecem a luz
ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação
do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo”.
(II Coríntios 4:6.)
Os que aceitam Jesus Cristo pela fé, são feitos novas
criaturas, pertencendo totalmente a Deus e constituindo
o seu povo, onde impera o Espírito Santo.
“Pois todos que são guiados pelo Espírito de Deus são
filhos de Deus”. (Romanos 8:14.)
A palavra “guiados” nos faz lembrar “adoção”. É a
orientação de Deus Pai para com os filhos que atendem ao
Seu chamado, recebendo-o como Salvador e depois como
Senhor de sua vida.
O Espírito Santo habita no crente, a fim de levá-lo a
pensar, falar e agir de conformidade com a Palavra de
Deus:
1. Orientando o crente, principalmente por impulsos, com
exortações (co-mandos) interiores para cumprir a vontade
de Deus e mortificar as obras pecaminosas do corpo
(natureza de carne);
2- Levando-o a estar sempre em harmonia com a Bíblia;
3- Visando a dar orientação na vida. É a nossa bússola;
4- Ensinando-o a se opor aos desejos pecaminosos
oriundos das tendências e influências naturais da carne,
advertindo-o contra a tudo o que não é de Deus.
Os avisos ou voz interior do Espírito Santo vem através
de:
1- Ler a Palavra de Deus (alimento);
2- Orar fervorosamente (falar com Deus);
3- Ouvir a pregação e ensino da Palavra de Deus
(crescimento da fé);
4- Acatar os conselhos de pais cristãos e de líderes
espirituais fidedignos (autoridade);
5- Alegrar-se ao congregar na Casa do Senhor, em
comunhão com os ir-mãos (unidade).
CONCLUSÃO
“Através dos séculos, a humanidade conseguiu se livrar
de muitas coisas, mas não de Jesus.
Ele continua sendo uma figura forte entre os homens.
Muitas vezes é incompreendido e ridicularizado, mas está
sempre ali.
Nosso calendário tem por base a data de Seu nascimento.
Usamos Sua imagem em pinturas e músicas. Citamos Seus
ensinamentos ao falar sobre fé e ética. Este Jesus que
venceu em uma época, a filosofia grega, superou a
autoridade romana e ultrapassou os limites dos
religiosos judeus do século I e a estrutura de governo
existente na época em que nasceu e que se mantinha
vigente ao fim de Seu ministério.
Analisando a vida do Mestre – Sua vinda à Terra na
“plenitude do tempo”, Seu batismo por intermédio de
João, demonstrando obediência a tudo que nos é imposto,
dando-nos um exemplo que para termos uma vida saudável e
próspera é necessário termos exemplo inabalável a ser
seguido, Seu ministério público, cujo principal enfoque
era o Reino de Deus, não por força nem por violência,
mas pelo Espírito Santo, Sua prisão após ter sido
traído, Sua morte, ressurreição e ascensão aos céus –
encontramos um “pano de fundo” para o resgate e a
redenção da humanidade”.
Porque está escrito:
“Jesus aproximando-se falou-lhes dizendo: Toda a
autoridade me foi dada no céu e na Terra. Ide, portanto,
fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em
nome do Pai e do filho. Ensinando-os a guardar todas as
cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco
todos os dias até à consumação do século”. (Mateus
28:18-20.)
Todo poder me foi dado... Jesus nos permite usar a
autoridade existente em Seu nome, ensinando a guardar
todas as cousas.
Deus o abençoe!!!
Pr. Francisco Arcuri
QUEM É MAIS FORTE?
“Certo dia, a pedra disse:
- Eu sou forte!
Ouvindo isso, o ferro disse:
Eu sou mais forte que você. Quer ver?
Então, os dois duelaram até que a pedra se tornasse pó.
O ferro, por sua vez, disse:
- Eu sou forte!
Ouvindo isso, o fogo disse:
- Eu sou mais forte que você. Quer ver?
Então, os dois duelaram até que o ferro de derretesse.
O fogo, por sua vez, disse:
- Eu sou forte!
Ouvindo isso, a água disse:
- Eu sou mais forte que você. Quer ver?
Então, os dois duelaram até que o fogo se apagasse.
A água, por sua vez, disse:
- Eu sou forte!
Ouvindo isso, a nuvem disse:
- Eu sou mais forte que você. Quer ver?
Então, as duas duelaram até que a nuvem fez a água
evaporar.
A nuvem, por sua vez, disse:
- Eu sou forte!
Ouvindo isso, o vento disse:
- Eu sou mais forte que você. Quer ver?
Então, as duas duelaram até que o vento soprasse a nuvem
e ela se desfizesse.
O vento, por sua vez, disse:
- Eu sou forte!
Ouvindo isso, os montes disseram:
- Nós somos mais fortes que você. Quer ver?
Então, eles duelaram até que o vento ficasse preso entre
o círculo de mon-tes.
Os montes, por sua vez, disseram:
- Nós somos fortes!
Ouvindo isso, o homem disse:
- Eu sou mais forte que vocês. Querem ver?
Então, o homem, dotado de grande inteligência, perfurou
os montes, impedindo que eles prendessem o vento.
Acabando com o poder dos montes, o homem disse:
- Eu sou a criatura mais forte que existe!
Até que veio a morte e o homem, que achava ser
inteligente, forte e suficiente, com um golpe apenas foi
atingido pela morte.
A morte ainda comemorava, quando, sem que ela esperasse,
um homem chamado “Jesus” veio e, com apenas três dias de
falecido, venceu-a e todo poder foi-lhe dado na terra e
no céu.
Como se não bastasse ter vencido a morte, Ele nos deu o
direito de ter “vida eterna”, através do seu sangue, que
nos liberta de qualquer pecado.
Se você conhece alguém que possa ser mais poderoso que o
nosso Jesus, exclua imediatamente esta mensagem, se não,
fale aos outros”.
Deus o abençoe!!!
QUEM FOI JESUS?
“Aos 33 anos Jesus foi condenado à morte...
A “pior” morte da época.
Somente os piores criminosos da época morreram como
Jesus morreu.
E com Jesus ainda foi pior, porque nem todos os
criminosos naquela punição receberam cravos nos
membros...
Sim... foram cravos e não pregos... cada um deveria ter
cerca de 15 a 20 cm, com uma ponta com 6 cm e a outra
ponta pontiaguda. Eles eram enfiados nos pulsos e não
nas mãos como é dito...
No pulso há um tendão que vai até o nosso ombro.
Quando os cravos foram enfiados, esse tendão se rompeu,
sendo que Jesus era obrigado a forçar todos os músculos
de suas costas para não ter os seus pulsos rasgados.
Sendo assim, não podia forçar tanto tempo porque perdia
todo o ar de seus pulmões.
Desta forma, era obrigado a se apoiar no cravo enfiado
em seus pés, que por sua vez era maior que os das mãos,
porque eram pregados os dois pés juntos.
Já que seus pés não agüentavam por muito tempo, senão
rasgariam também, Jesus era obrigado a alternar este
“ciclo”, simplesmente para conseguir respi-rar.
Jesus agüentou esta situação por um pouco mais de 3
horas. Sim, mais de 3 horas.
Muita coisa, não? Alguns minutos antes de morrer, Jesus
não sangrava mais.
Simplesmente saía água de seus cortes e machucados.
Quando imaginamos machucados, imaginamos simples
feridas, mas os dEle eram verdadeiros buracos, buracos
feitos em seu corpo... Ele não tinha mais sangue para
sangrar. Portanto, saía água.
Um corpo humano é composto de, aproximadamente, 3-4
litros de sangue (um adulto). Jesus derramou 3,5 litros
de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos
membros, uma coroa de espinhos enfiados na cabeça e
também teve um soldado romano que enfiou uma lança em
seu tórax, sem falar de toda a humilhação por que
passou, após ter carregado a sua própria cruz por cerca
de dois quilômetros, com pessoas cuspindo em seu rosto e
atirando pedras em seu corpo (a cruz pesava cerca de 30
quilos... (só a parte em que lhe foram pregadas as
mãos).
Isso tudo para que você tivesse um livre acesso a
Deus... para que você tivesse todos os pecados
“lavados”...
Todos eles, sem exceção!
Não ignore esse situação... ELE MORREU POR VOCÊ.
Você mesmo, que está lendo este livro...
Não fique achando que Ele morreu pelos outros, só por
aqueles que vão a alguma igreja ou por aqueles monges,
padres, pastores, bispos, etc....
Sim, Ele morreu por você também.
JESUS É A ÚNICA SALVAÇÃO PARA O MUNDO.
Se esta mensagem o incomodou, de alguma forma, e você
acredita que Deus tem planos para você, então mostre a
todos que você acredita em tudo isso e manda (um livro)
para alguém conhecido, mostrando tudo o que Ele passou
unicamente para trazer a salvação”.
ORAÇÃO
Pai, em nome de Teu Filho Jesus Cristo, que morreu por
mim, pagando um preço, e preço de sangue na cruz do
Calvário, resgatando-me das mãos do inimigo, peço-Te que
me aceite como Teu filho.
Declaro que sou pecador, arrependo-me dos meus pecados e
aceito a Jesus Cristo como meu Salvador e Senhor de
minha vida.
Pai, em nome de Jesus, eu entrego a minha alma, meu
corpo e o meu espírito, portanto, a minha vida, nas Tuas
mãos e quebro agora todo pacto, toda consagração a quem
quer que seja e livremente eu me consagro a Jesus
Cristo.
Pai, escreve o meu nome no livro da vida, dá-me a vida
eterna, dá-me fome e sede da Tua Palavra, e firma os
meus pés na Tua igreja, livrando-me de espíritos
enganadores.
Faze de mim também, um ganhador de almas.
Em nome de Jesus Cristo de Nazaré.
Faça-nos uma visita.
Pr. Francisco Arcuri
Igreja Batista Fonte Eterna.
Belo Horizonte
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